Autores: David Mourão-Ferreira / Alain Oulman
Entre pombas e mentira
Nos infernos uma lira
E nos céus
Numa caçada
Assim vai a minha vida
Entre pombas dividida
Pelas águias devorada
Assim vai a minha vida
Entre pombas dividida
Pelas águias devorada
Ouvem-se trompas de caça
É o arcanjo que passa
Á caça
Dos meus sentidos
Então as cordas da lira
Sem terem quem as desfira
Tornam-se arames partidos
Então as cordas da lira
Sem terem quem as desfira
Tornam-se arames partidos
Mas emudeço de assombro
Quando me pousam no ombro
As pombas
Da claridade
Calam-se as trompas e a lira
É tudo tudo mentira
Só as águias são verdade
Calam-se as trompas e a lira
É tudo tudo mentira
Só as águias são verdade
Grazie Flavio Galvan al testo in italiano * Remercier Susana Metello le texte français
domingo, 6 de maio de 2012
As facas
Autores: Manuel Alegre / Alain Oulman
Quatro letras nos matam quatro facas
Que no corpo me gravam o teu nome
Quatro facas meu amor, com que me matas
Sem que eu mate esta sede e esta fome.
Este amor é de guerra de arma branca
Amando ataco, amando contra atacas
Este amor é de sangue que não estanca
Quatro letras nos matam quatro facas
Armada estou de amor e desarmada
Morro assaltando, morro se me assaltas
E em cada assalto sou assassinada
Ninguém sabe porquê, nem como foi
E as facas ferem mais quando me faltas
Quatro letras nos matam quatro facas
Quatro facas meu amor com que me matas
Quatro letras nos matam quatro facas
Que no corpo me gravam o teu nome
Quatro facas meu amor, com que me matas
Sem que eu mate esta sede e esta fome.
Este amor é de guerra de arma branca
Amando ataco, amando contra atacas
Este amor é de sangue que não estanca
Quatro letras nos matam quatro facas
Armada estou de amor e desarmada
Morro assaltando, morro se me assaltas
E em cada assalto sou assassinada
Ninguém sabe porquê, nem como foi
E as facas ferem mais quando me faltas
Quatro letras nos matam quatro facas
Quatro facas meu amor com que me matas
As meninas da Terceira
Autores: Rui Pilar / Arlindo de Carvalho
As meninas da Terceira
Nem São Miguel agradou
Vaidade é má conselheira
Nenhuma lá namorou
As meninas da Terceira
Vão casar ao Continente
Vejam lá a brincadeira
Não temos cara de gente
As meninas da Terceira
Numa cantiga brejeira
São laranjas sumarentas
Quem dera saboreá-las
Se não fossem de más falas
Azedas e ciumentas
Nem sequer vê alegria
Nestes pãezinhos sem sal
Quem foi a Santa Maria
E esteve já no Faial
Na Terceira bate a asa
Quem quiser moça formosa
É bem melhor fazer casa
Em São Jorge ou Graciosa
As meninas da Terceira
Numa cantiga brejeira
São laranjas sumarentas
Quem dera saboreá-las
Se não fossem de más falas
Azedas e ciumentas
Na Terceira a Chamarrita
A ninguém dá namorada
Meninas dança bonita
Não se quer tão deslavada
A Terceira leva ao rico
Noiva rica dos Açores
O pobre escolhe no Pico
Casa no Corvo ou nas flores
As meninas da Terceira
Nem São Miguel agradou
Vaidade é má conselheira
Nenhuma lá namorou
As meninas da Terceira
Vão casar ao Continente
Vejam lá a brincadeira
Não temos cara de gente
As meninas da Terceira
Numa cantiga brejeira
São laranjas sumarentas
Quem dera saboreá-las
Se não fossem de más falas
Azedas e ciumentas
Nem sequer vê alegria
Nestes pãezinhos sem sal
Quem foi a Santa Maria
E esteve já no Faial
Na Terceira bate a asa
Quem quiser moça formosa
É bem melhor fazer casa
Em São Jorge ou Graciosa
As meninas da Terceira
Numa cantiga brejeira
São laranjas sumarentas
Quem dera saboreá-las
Se não fossem de más falas
Azedas e ciumentas
Na Terceira a Chamarrita
A ninguém dá namorada
Meninas dança bonita
Não se quer tão deslavada
A Terceira leva ao rico
Noiva rica dos Açores
O pobre escolhe no Pico
Casa no Corvo ou nas flores
As moças da soalheira - editar
Autores: Luis Simão / Arlindo de Carvalho
As moças da soalheira
Vão p'ra serra todo o dia
As moças da soalheira
Vão p'ra serra todo o dia
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