Grazie Flavio Galvan al testo in italiano * Remercier Susana Metello le texte français



quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Noite de Santo António ( Grande Marcha de Lisboa 1950 )

Norberto Araújo

Raul Ferrão

*

Cá vai a marcha mais o meu par

Se o não trouxesse quem o havia de aturar

Não me digas sim, não me digas não

Negócios de amor, são sempre o que são

*

Já não há praça dos bailaricos

Tronos de luz, num altar de manjericos

Mas sem a Praça que foi da Figueira

A gente cá vai, quer queira ou não queira

*

Ó noite de Santo António

Ó Lisboa de encantar

De alcachofras a florir

De foguetes a estoirar

Enquanto os bairros cantarem

Enquanto houver arraias

Enquanto houver Santo António

Lisboa não morre mais

*

Lisboa é sempre namoradeira

Tantos derriços, que até já fazem fileira

Não me digas sim, não me digas não

Amar é destino, cantar é condão

*

Uma cantiga, uma aguarela

Um cravo aberto, debruçado da janela

Lisboa linda, do meu bairro antigo

Dá-me o teu bracinho, vem bailar comigo